QUE MUSEUS QUEREMOS PARA O PRESENTE?

Museu em Desenho é um projecto duplo (conversas e publicação) que investiga e reflecte as posturas e práticas educativas e sociais para os museus, a integralidade das colecções e os focos curatoriais dos museus em Angola.

Os encontros (presenciais e online) juntam profissionais da cultura de diversas partes do mundo para três dias de conversas em volta das experiências globais e locais para dar respostas sobre o presente e possibilidades do futuro no debate museológico nacional. 


Acontece entre os dias 17, 18 e 19 de Maio 2021 o ciclo de conversas do projecto Museu em Desenho.

 
Saiba mais sobre Museu em Desenho

PROGRAMA

É possível pensar e desenhar um museu de arte contemporânea angolana?

LIVE NO FACEBOOK: LabCC | 18H | SEX. 17 DE MAIO


A discussão e o desejo por um museu de arte contemporânea angolana é antigo.

Em 1970, no seu livro O Museu de Angola e a promoção do homem angolano, Luís Jardim lança o desafio para abertura de uma secção de arte contemporânea no Museu de Angola que congregasse obras de artistas de Metrópole e de Angola. Nas conclusões do Iº simpósio sobre a Cultura Nacional, realizado em 1984, apenas se refere sobre a necessidade de dinamização dos espólios de Museus Centrais, Nacionais, Rurais e Especiais, sem menção directa sobre a natureza destes espólios. Desde este evento até então, dos museus no país apenas o Depósito Central de Etnografia e Artes Plásticas (Luanda; inexistente) e o Museu Regional do Planalto (Huambo; activo) foram classificados na categoria de arte contemporânea, ambos com acervos multidisciplinares.

O painel guia-se pelos seguintes questionamentos: Que cuidados curatoriais necessita a arte contemporânea angolana em um museu? Que arquitecturas são possíveis pensar e projectar para cuidar a arte contemporânea angolana? É possível adoptar um léxico que se aproxime ao desejo de um museu voltado a produção moderna e contemporânea nacional?

Reflectir a partir das colecções dos museus nacionais 

MUSEU NACIONAL DE ANTROPOLOGIA | 14H | TER. 18 DE MAIO


As colecções museus são dispositivos de potencial narrativo e de memória com enorme relevância para a reflexão e consulta histórica. Como os museus nacionais podem transformar estas fontes típicas de reflexão socioculturais e socio-históricas através de dinâmicas acessíveis e de experiências significativas?

Políticas públicas para sustentabilizar os museus

MUSEU NACIONAL DE ANTROPOLOGIA | 16H | TER. 18 DE MAIO


Como se sustentam os museus nacionais? Como os financiamentos públicos afectam ou melhoram os programas anuais dos museus? Como se mantêm as suas coleções?

Focos curatoriais e acção educativa nos museus

LIVE NO FACEBOOK: LabCC | 18H | QUA. 19 DE MAIO


A inclusão do trabalho de curadoria em museus, como resultado da rápida expansão das práticas curatorias desde a década de 1980, tem servido como um dispositivo de debate e formação cultural através destas instituições e o papel do curador como articulador de estratégias para educação dos seus públicos tem moldado a forma como podemos perceber os museus.

No entanto, o tratamento discursivo e as experiências educativas obedecem diversas sensibilidades no processo de intermediação do objecto de colecção no museu e a compreensão destas manifestações pelo público.

O que é urgente no trabalho do curador e do educador de museu para facilitar diferentes formas de pensar? Quais formatos e modalidades podem ser usados para explorar e expandir estas formas de pensar? Deve a acção educativa ser radical ou tolerante perante noções de declínio de pensamento e decisão social?